Imagine o último dia da sua vida!

Eu não sei você, mas este assunto me deixa desconfortado, Morte! Talvez seja assim por não sabermos o dia, a hora e nem como será nossa partida, porém, sabemos que isso será inevitável.

Então vamos viver uma vida plena, APROVEITANDO a dádiva de acordarmos hoje para esta missão.

Quando eu estava fazendo uma de minhas formações de master coaching, eu fui submetido a um exercício chamado “Seu Velório”.
Primeiro eu deveria me imaginar em meu velório e tentar sentir as emoções associadas a morrer e dizer adeus. Então, ela pediu que eu observasse as pessoas importantes em minha vida para me visitarem nessa hora final, uma de cada vez. Enquanto eu visualizava cada amigo e parente me visitando, eu tinha que ouvir o que eles comentavam sobre mim. Então eu vi chegando primeiro minha mãe, chorando muito e bem dopada de remédios, amparada pela minhas duas tias mais próximas e irmãs dela, quando ela chegou no local do velório, estava bem cheio, e ela ainda não havia acreditado no que tinha acontecido, as fichas não haviam caído, pois, ela ainda não tinha me visto morto. Ela não se conforma com o que vê, me abraça e grita, como se eu a ouvisse, declarando seu amor materno, lembranças da infância e o nosso último encontro são os flashes que ela tem em sua memória, meu pai chega abraça ela e tenta tranquiliza-la com as últimas forças que lhe restam, ele que enterrou seus pais imaginava que aconteceria o mesmo com ele, isso seria a lei da vida, o mais sensato em ocorrer na ordem natural, mas pela sua fé em Deus, ele declara que esta é a vontade de Deus, e que um dia iremos nos encontrarmos novamente.

Olhei em volta e não encontrei meu único irmão, mas ouvi de uns amigos que conversavam no canto que ele estava lá fora com sua esposa, sozinhos, e ele escolheu não me ver em um caixão, ele soluçava e tremia muito de nervoso, por não ter se despedido antes do ocorrido, nada o confortava, alguns entes queridos tentavam levanta-lo do banco em que ele estava sentado, mas, ele não tinha força nas pernas para parar de pé, nada se ouvia dele a não ser seus suspiros ofegantes, seu corpo comunicava através dos balançar dos seus pés uma incontrolável ansiedade de sair daquele lugar, e sua cabeça balançando para os lados estavam dizendo que não era para acontecer isso comigo, que ele precisa de mim ainda, mas agora ninguém pode fazer nada.

Todos esperavam a viúva, e ela ainda não tinha chegado, o pastor estava incomodado pois havia muitas pessoas dentro e fora do local, não cabiam todos no mesmo lugar e tinha que fazer o culto de despedida, minha esposa desmaiou, estava na casa dos meus sogros e a tristeza paralisou a todos, ela ficou perdida e com seu consciente muito desorganizado, as coisas não faziam sentido e ela não sabia o que fazer, e agora como será minha vida sem ele, o que vou fazer para minimizar esta dor que me corrói, assim ela dizia em gritos e lágrimas, após algumas horas ela chegou e junto aos meus pais ficaram me acariciando e chorando próximo a mim.  Muitos amigos dizendo que não era justo ter acontecido isso, que tínhamos projetos a finalizar, e se perguntavam quem agora vai nos alegrar com as bobeiradas do dia a dia, as piadas não serão mais tão engraçadas sem ele, seu jeito contagiante de levantar nosso astral, de motivar os que estão ao redor, ele irá fazer muita falta, esta foi a ultima mensagem que eu ouvi antes do exercício acabar.
Ufa, que emoção é escrever isso novamente. Durante esse difícil exercício, consegui perceber quanta coisa eu deixara de fora da minha vida. Eram muitos os sentimentos maravilhosos que nutria pelos meus pais, pelo meu irmão, pela minha cunhada, pelos meus tios e primos, pelos meus sogros e cunhado e especialmente pela minha esposa, nesta época eu não havia ainda recebido meu grande presente: Alice minha filha e Kauã meu sobrinho.
Ao fim daquela sessão, eu estava muito abalado. Poucas vezes havia chorado tanto. Mas, depois de extravasar essas emoções, algo incrível aconteceu. Obtive clareza. Soube o que era de fato importante e quem significava mais para mim.
Daquele dia em diante, jurei jamais deixar nada ao acaso nem omitir meus sentimentos. Queria viver a vida com mais amor, atenção, carinho e presença. Aquela experiência alterou por completo a forma como me relaciono com as pessoas.
Consegui entender o ponto principal do exercício: não precisamos esperar até estarmos prestes a morrer para usufruir do benefício da mortalidade. Podemos criar essa experiência a qualquer momento.

O poeta William Blake nos alertou sobre o perigo de manter nossos pensamentos trancados dentro de nós até a morte. “Se o pensamento está preso em cavernas, as raízes do amor só aparecerão nas profundezas do inferno.”

Fingir que não vamos morrer prejudica a forma como aproveitamos a vida.

É como se um jogador de basquete, por exemplo, fingisse que não há um fim para a partida que está disputando. Ele iria reduzir sua intensidade, adotar um estilo preguiçoso de jogar e, é claro, acabar nem se divertindo muito. Sem final, não há jogo. Sem a consciência da morte, você não estará totalmente consciente da dádiva de estar vivo.
Mesmo assim, muitos de nós continuamos fingindo que o jogo da nossa vida não terá um final. Seguimos deixando para fazer coisas maravilhosas no futuro, no dia em que estivermos dispostos.
Aceitar a realidade da própria morte não precisa acontecer apenas quando a vida estiver chegando ao fim. Na verdade, ser capaz de imaginar com clareza seus últimos momentos no leito de morte cria uma sensação paradoxal: a de nascer de novo – o primeiro passo para a auto motivação corajosa.

Por algumas vezes leio mensagens de pessoas em grupos de depressão que participo, e vejo quantas pessoas querem tirar a sua própria vida, pessoas que já não conseguem mais acreditar que o que passam atualmente não pode ser diferente, é tanto sofrimento, tanta dificuldade, tanto desprezo que recebem, que as fazem tomar a pior atitude da vida delas, o suicídio.

Após eu ter passado longos anos em depressão, eu sei perfeitamente o quanto esta “doença” tem matado as pessoas, e é por isso que hoje, após ter restaurado minha vida, eu tenho como missão ajudar pessoas a viver uma VIDA MAIS PLENA, e meu legado esta sendo construído através dos atendimentos e sessões que presto a grupos e pessoas individuais e as palestras abertas que promovo na Grande Vitória, para saber mais sobre ela, basta clicar no link abaixo:

http://bit.ly/PalestraInteligenciaEmocional

Um grande abraço,

Gerdeon Lana – Coach & Psicanalista